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Infertilidade inexplicada em Cascais: diagnóstico, tratamento e centros de referência

Guia editorial sobre Infertilidade inexplicada em Cascais (Lisboa). Critérios de diagnóstico, opções terapêuticas, centros autorizados e fontes oficiais. NICE NG73: Fertility problems — assessment and treatment.

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Revisto porDra. Ana Martins
Editado porMiguel Soares
Última revisão:
Política editorial

Infertilidade inexplicada é uma condição médica reconhecida que afeta a fertilidade e exige avaliação especializada. Ausência de gravidez após 12 meses sem causa identificada apesar de avaliação completa do casal. Representa 15–30% dos diagnósticos. Esta página apresenta, para residentes em Cascais (Lisboa, Lisboa), o percurso clínico recomendado, opções terapêuticas baseadas em evidência e onde aceder a cuidados em Portugal. Toda a informação é verificada contra NICE NG73: Fertility problems — assessment and treatment e revista pela nossa equipa editorial — veja a metodologia.

Secção 1

Prevalência e impacto

Cerca de 15–30% dos casais inférteis recebem este diagnóstico após avaliação básica. Em mulheres com >35 anos, é prudente avaliar antes dos 12 meses.

Em Portugal, não existem registos epidemiológicos populacionais públicos específicos para Infertilidade inexplicada, mas os dados internacionais aplicam-se à população portuguesa. A nível regional, em Lisboa a procura por consultas de medicina da reprodução tem aumentado consistentemente desde 2010, segundo os relatórios anuais do CNPMA. Esta tendência reflete tanto o adiamento da maternidade (idade média do primeiro filho em Portugal: 31.2 anos, INE 2024) como a maior literacia em saúde reprodutiva.

Reconhecer Infertilidade inexplicada cedo permite preservar opções terapêuticas. Mulheres com fatores de risco — história familiar, ciclos irregulares, dor pélvica crónica, ou tentativa de gravidez sem sucesso há ≥6 meses se idade >35 anos — devem procurar avaliação especializada sem aguardar os 12 meses convencionais.

Secção 2

Como se diagnostica Infertilidade inexplicada

Diagnóstico de exclusão: ciclos ovulatórios documentados, espermograma normal segundo OMS 2021, trompas permeáveis (histerossalpingografia ou ecohisterografia com contraste), cavidade uterina normal. NICE não recomenda investigações adicionais antes de iniciar tratamento.

Na prática portuguesa, o percurso recomendado é: (1) consulta com o médico de família para pedido de análises básicas e ecografia; (2) referenciação para ginecologia/medicina da reprodução via SNS ou consulta privada direta; (3) avaliação completa do casal, mesmo quando o sintoma parece isolado a um dos membros. Em Cascais, existem centros autorizados pelo CNPMA que oferecem este percurso de forma integrada.

Fontes oficiais: este protocolo segue NICE NG73: Fertility problems — assessment and treatment. A DGS e o CNPMA reconhecem estas guidelines internacionais como base do percurso clínico em Portugal.

Secção 3

Opções de tratamento

Casais jovens (<35) e <2 anos de infertilidade: expectante 6–12 meses pode ser razoável. Restantes: IIU com estimulação ovárica (3–6 ciclos) ou FIV. NICE 2024 recomenda FIV após 2 anos de infertilidade inexplicada ou idade ≥35. Letrozol/clomifeno sem IIU não tem evidência consistente.

A escolha do tratamento deve sempre considerar: idade da mulher, duração da infertilidade, reserva ovárica (AMH), fator masculino associado, comorbilidades e preferências do casal. Cada opção tem perfis diferentes de eficácia, risco e custo. Tratamentos relacionados frequentemente discutidos em consulta: iui, fiv, icsi.

É comum que o plano evolua entre opções menos invasivas e mais avançadas conforme a resposta. Recomendamos pedir um plano escrito que descreva o número máximo de ciclos antes de re-avaliação, os critérios objetivos de mudança de estratégia, e o impacto esperado de cada decisão na probabilidade cumulativa de gravidez.

Secção 4

Acesso a cuidados em Cascais

Cascais dispõe de centros de medicina da reprodução autorizados pelo CNPMA. Para o SNS, a referenciação faz-se através do médico de família para a unidade hospitalar da área (ARS de Lisboa). Os tempos médios de espera para primeira consulta variam entre 3 e 9 meses; para início de FIV podem ir até 12–24 meses.

No setor privado em Cascais, a marcação direta é possível e os tempos de primeira consulta são tipicamente de 1–3 semanas. Pode consultar o diretório editorial de clínicas para a região. Recomendamos comparar pelo menos 3 propostas escritas antes de avançar — use a nossa ferramenta de pedido de propostas.

Secção 5

Aspetos legais, éticos e psicossociais

O acesso a tratamento por infertilidade em Portugal está regulado pela Lei n.º 32/2006 (com alterações de 2016 e 2021). Direitos do casal: consentimento informado escrito específico para cada técnica, acesso ao processo clínico, segunda opinião, e reclamação junto da Entidade Reguladora da Saúde (ERS). A criopreservação de embriões está limitada a 3 anos renováveis; doação de gâmetas é anónima por defeito (filho tem direito a dados não identificativos aos 18 anos).

O impacto psicológico de Infertilidade inexplicada é frequentemente subestimado. A Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução recomenda apoio psicológico estruturado, em particular após perda gestacional, falha de ciclo ou diagnóstico que altera o projeto parental. Muitas unidades PMA têm psicólogo integrado; em alternativa, a Ordem dos Psicólogos Portugueses mantém uma lista de profissionais especializados em fertilidade.

FAQ

Perguntas frequentes

Infertilidade inexplicada tem cura?

Infertilidade inexplicada é uma condição médica em que o objetivo é frequentemente o controlo dos sintomas e a obtenção de gravidez, mais do que "cura" no sentido tradicional. As opções terapêuticas atuais permitem que muitas mulheres atinjam a maternidade — discuta o seu caso específico com um médico de medicina da reprodução.

Posso tratar Infertilidade inexplicada em Cascais?

Sim. Cascais tem centros autorizados pelo CNPMA, com SNS e setor privado disponíveis. Confirme a autorização específica antes de marcar.

Quanto custa o tratamento?

No SNS é gratuito para utentes elegíveis (com lista de espera). No privado, varia entre €800 (IIU) e €4.000–€7.500 (FIV/ICSI). Veja o nosso [guia de preços](/precos) por tratamento.

Qual é a taxa de sucesso?

Depende fortemente da idade da mulher, reserva ovárica e causa específica. Para FIV em Portugal, a taxa de gravidez por transferência ronda 30–35% antes dos 35 anos e cai abaixo de 10% após os 42 anos (CNPMA 2023).

A informação desta página é fiável?

Sim — está alinhada com NICE NG73: Fertility problems — assessment and treatment e a [Lei n.º 32/2006](/glossario/cnpma). Revista pela nossa equipa editorial. Se identificar uma imprecisão, contacte-nos via [correções](/correcoes).

Fontes e autoridades

Conteúdo verificado com base em reguladores oficiais, sociedades científicas e legislação portuguesa.

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    NICE Guideline CG156 — Fertility problems: assessment and treatmentNational Institute for Health and Care Excellence
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