Infertilidade masculina: causas e soluções — ClinicaDeFertilidade.PT
O fator masculino é responsável por 40-50% dos casos de infertilidade. Espermograma, causas comuns, ICSI e mudanças de estilo de vida que fazem diferença.
O fator masculino: mais comum do que se pensa
Cerca de 40-50% dos casos de infertilidade envolvem um fator masculino — quer isoladamente (30%), quer combinado com fator feminino (20%). Apesar desta prevalência, o homem é frequentemente o último a ser avaliado.
O espermograma é um exame simples, barato (30-60€) e rápido que deveria ser sempre o primeiro passo na avaliação de um casal.
Parâmetros normais do espermograma (OMS 2021)
- Volume: ≥1,5 ml
- Concentração: ≥16 milhões de espermatozoides por ml
- Motilidade progressiva: ≥42%
- Morfologia normal: ≥4% (critérios estritos de Kruger)
- Vitalidade: ≥54% vivos
Valores abaixo destes limiares não significam impossibilidade de conceção, mas indicam menor probabilidade e possível necessidade de tratamento.
Causas comuns de infertilidade masculina
Varicocelo
Dilatação das veias testiculares, presente em 15% dos homens e em 40% dos homens inférteis. Aumenta a temperatura testicular, prejudicando a produção de espermatozoides. A cirurgia corretiva (varicocelectomia) melhora os parâmetros espermáticos em 60-70% dos casos.
Fatores genéticos
Microdeleções do cromossoma Y, síndrome de Klinefelter (XXY) e mutações do gene CFTR estão presentes em 10-15% dos homens com azoospermia (ausência de espermatozoides no ejaculado).
Infeções
Infeções urogenitais (prostatite, epididimite, orquite) podem danificar o tecido testicular e obstruir os ductos. O tratamento com antibióticos resolve muitos casos.
Estilo de vida
- Tabaco: Reduz a concentração espermática em 20-30% e aumenta a fragmentação do DNA
- Álcool: Consumo excessivo diminui a testosterona e afeta a produção espermática
- Obesidade: IMC acima de 30 está associado a oligozoospermia e alterações hormonais
- Calor: Saunas frequentes, banhos quentes e uso de portátil no colo aumentam a temperatura testicular
- Stress crónico: Afeta o eixo hormonal e a qualidade espermática
Medicamentos e substâncias
Esteroides anabolizantes, quimioterapia, certos antidepressivos e anti-hipertensivos podem afetar a produção espermática. Consulte o médico sobre alternativas se estiver a tentar engravidar.
Soluções e tratamentos
ICSI — Injeção Intracitoplasmática
A ICSI resolve a maioria dos casos de fator masculino severo. Um único espermatozoide é selecionado e injetado diretamente no óvulo. As taxas de fertilização com ICSI são de 70-80%, mesmo com parâmetros espermáticos muito alterados.
Micro-TESE
Para homens com azoospermia (ausência de espermatozoides no ejaculado), a micro-TESE permite extrair espermatozoides diretamente do tecido testicular através de microcirurgia. A taxa de sucesso na recuperação de espermatozoides é de 40-60%.
Tratamento médico
Dependendo da causa, o tratamento pode incluir antibióticos (infeções), cirurgia (varicocelo), terapia hormonal (hipogonadismo), ou suplementação (zinco, ácido fólico, CoQ10, vitamina D).
Mudanças de estilo de vida
Em muitos casos, melhorias no estilo de vida podem fazer diferença significativa em 3-6 meses:
- Parar de fumar
- Reduzir álcool para menos de 14 unidades por semana
- Manter IMC entre 20-25
- Evitar calor testicular excessivo
- Exercício moderado regular
- Gerir o stress
Quando procurar ajuda
O homem deve fazer um espermograma se:
- O casal tenta engravidar há mais de 12 meses (ou 6 meses se a mulher tem mais de 35 anos)
- Existem fatores de risco conhecidos (varicocelo, historial de infeções, exposição a toxinas)
- Houve cirurgia testicular ou inguinal na infância
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Nota: Este artigo é informativo e não substitui aconselhamento médico. Consulte um urologista ou andrologista para avaliação personalizada.
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